Não, não é errado. Assistentes de IA já fazem parte do trabalho de muitos programadores profissionais. A pergunta certa é outra: você está usando a IA para aprender ou para não precisar aprender?
O risco para quem está começando
A IA responde com confiança — inclusive quando erra. Ela pode sugerir código com APIs que não existem, bibliotecas desatualizadas ou falhas de segurança. Quem já domina os fundamentos percebe o problema na hora. Quem está começando copia, cola e não sabe por onde procurar quando quebra.
E há um custo silencioso: o esforço de resolver um problema sozinho é justamente o que fixa o conhecimento. Pular essa etapa sempre é como ir à academia e pedir para outra pessoa levantar os pesos.
Bons usos da IA enquanto aprende
- Explicar código: cole um trecho que não entendeu e peça uma explicação linha a linha.
- Explicar erros: mensagens de compilação e stack traces ficam muito mais claras com ajuda.
- Gerar exercícios: peça desafios do seu nível sobre o tema que está estudando — e resolva você.
- Revisar a sua solução: depois de resolver, pergunte o que poderia melhorar.
- Tirar o tédio do repetitivo: dados de teste, boilerplate e esqueletos de classes.
Usos que atrapalham
- Pedir a solução completa do exercício antes de tentar.
- Colar código no projeto sem conseguir explicar o que ele faz.
- Aceitar a primeira resposta sem testar.
Uma regra simples
Com uma base sólida em Java e Orientação a Objetos, a IA vira uma multiplicadora de produtividade. Sem essa base, vira uma muleta. É exatamente esse equilíbrio que vamos trabalhar no novo curso de Programação com Inteligência Artificial.